O que está medido

O recorte principal é dezembro de 2022 a setembro de 2026. Dezembro de 2022 é o último mês antes da posse de janeiro de 2023. Setembro de 2026 é o último IPCA publicado. O mandato em curso termina em 5 de janeiro de 2027, e esse mês ainda não existe na série. A base 100 continua dezembro de 2021, nomeada como série longa. “Real” é o preço do item dividido pelo IPCA no mesmo intervalo. Não é o esforço da família. Esforço é o custo da mesma compra dividido pela renda. Nominal é o que o caixa cobra.

IBGE, tabela SIDRA 7060

Variação mensal do IPCA, Brasil e áreas, de dezembro de 2021 a setembro de 2026, composta mês a mês. A taxa mensal sai com uma casa; o acumulado daqui pode divergir até cerca de 0,05 ponto do acumulado oficial arredondado (o IPCA de 2022 oficial é 5,79%; a composição das taxas mensais dá 5,78%). Áreas: região metropolitana para São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador; área de Brasília no nível de município da tabela. Manaus não está entre as localidades dessa tabela. Não foi preenchida.

Procon-SP

Preço médio em reais na cidade de São Paulo, em dezembro de cada ano de 2021 a 2025 e em agosto de 2026. Especificação estável: arroz tipo 1 de 5 kg, café em pó de 500 g, açúcar refinado de 5 kg, feijão carioquinha de 1 kg, ovos brancos a dúzia, leite UHT de 1 litro, óleo de soja de 900 ml, frango resfriado inteiro, carne de primeira por kg. A coleta é o menor preço entre marcas de maior participação, numa amostra fixa de supermercados. Por isso não é “a marca X, 500 g, lote tal”.

Dieese

Cesta básica nacional, valor em reais nas capitais. Departamento mantido por centrais sindicais; desde 2024 a pesquisa é com a Conab. A cesta do Norte e do Nordeste não tem os mesmos itens da cesta do Centro-Sul. Não compare o preço de Fortaleza, Salvador ou Manaus com o de São Paulo: as listas são diferentes. Compare cada cidade com ela mesma. Manaus só entra em dezembro de 2025, quando a pesquisa passou a 27 capitais.

O recibo e o piso

A página No caixa multiplica os preços do Procon-SP pelas quantidades da Região 1 do decreto 399, a lista do Dieese em São Paulo: 6 kg de carne de primeira, 6 kg de pão francês, 6 kg de batata, 7,5 litros de leite, 4,5 kg de feijão, 600 g de café, 3 kg de arroz, 3 kg de açúcar e 1,5 kg de farinha de trigo. O peso de cada linha é a parte dela nessa soma. A mudança no bolso é a diferença em reais. Tomate (9 kg), banana (90 unidades) e manteiga (750 g) estão no decreto e não têm preço nessa especificação. Óleo (750 g no decreto, 900 ml no Procon), margarina, macarrão e sabão em pó aparecem como um pacote da pesquisa, sem quantidade mensal inventada. O salário ao lado é o piso nacional vigente no mês, não a renda da casa. A fatia da despesa no controle é escolhida por quem lê; 15,4% é só o peso da alimentação no domicílio no IPCA de setembro de 2026.

Abic, só o café tradicional

A página Produtos usa o arquivo anual da Abic, “Preços médios de café torrado e moído no varejo”, de dezembro de 2021 a setembro de 2026, em reais por quilo, categoria tradicional. A nota da própria ficha: até fevereiro de 2005, selo de pureza; de março de 2005 a dezembro de 2019, SINDICAFESP na cidade de São Paulo; desde janeiro de 2020, coleta da Abic em MG, SP e RJ, chamada de Sudeste nas fichas de 2025 e 2026. Não é marca. Superior e gourmet não têm preço nesse arquivo, então não foram desenhados. Preço de anúncio não foi usado para completar as outras duas linhas.

O que ficou de fora de propósito

Atacado do boi (Cepea/Esalq) não foi misturado com varejo. Não há média entre IPCA, Procon e Dieese. Não há preço de marca inventado para completar a curva. Curitiba, oitava capital, não foi puxada para dentro do corte para “representar o Sul”.

Fontes